Foi construído em 1986, na Foz do Rio Arda, freguesia de Pedorido, às mãos de antigos construtores - o mestre Arnaldo de Melres e seu ajudante Manuel Monteiro "Rouquinho" de Areja, Lomba.
Sonhado e desejado pelos jovens fundadores da ADEP entre eles e de destacar a ideia de Raul Carvalho, mereceu desde logo inúmeros apoios humanos e materiais por parte da população e das mais variadas instituições. A imprensa deu disso testemunho.
De 1986 a 2002 animou o rio, os antigos marinheiros acotovelavam-se para o fazer navegar, para serem seus vigilantes no cais do Castelo.
Por lá passaram o "Pai Natal", o "Naipum" e seu irmão Martinho, o Calor, o Arlindo e irmão e muitos, muitos outros, alguns jovens, como o Abel, o David... interessados em saber velejar num barco à vela, com espadela.
Participou, com o empenho do Arquitecto Filgueiras, em várias regatas em Vila Nova de Gaia, saindo vencedor numa delas.
Viajou de Paiva à Régua, da Cantareira a Massarelos e à Afurada. Passeou turistas, jornalistas, alunos, políticos, artistas e cidadãos comuns. Fez publicidade.
Transportou Sua Excelência o senhor Presidente da República Dr. Mário Soares, quando da descida do Rio Douro, em 1989.
Ficou no entanto aquém do projecto turístico, não por sua desadequação, mas por incompreensão por parte dos organismos da Administração Pública, tendo sido até necessário recorrer ao Provedor de Justiça para que fossem aceites seus marinheiros os antigos arrais!...
E volvidos estes anos eis o merecido repouso do guerreiro "Douro Paiva". Pretende a ADEP que por mais alguns anos, e em porto seguro, dadas as suas actuais debilidades físicas, possa ser uma memória viva para a população; um testemunho que muito representa para a história do concelho, região e suas gentes.
Inúmeras foram as peripécias vividas e as que a seu propósito foram recordadas.
Você mesmo poderá-nos contar a sua história, memória e acontecimento vivido na primeira pessoa, ou não, quer diga respeito a esta embarcação, quer se refira a esta temática dos antigos rabelos, rabões e seus marinheiros, arrais, construtores, comerciantes e suas vidas.
A nossa memória colectiva é um património valioso e a comunidade não lhe pode ser indiferente!
Deixe a sua mensagem, a sua memória, a sua lembrança!!! |