(...) O Rio Paiva bem como toda a bacia em que se inscreve, reúne condições naturais de grande qualidade, bem como significativos valores sócio-culturais.
Da Serra da Lapa até ao lugar do Castelo onde se lança o Douro, caracteriza-se pela sua fisionomia e personalidade próprias, em função do traçado, geomorfologia, paisagem e ocupação humana. Corre quase sempre num leito fundo e encaixado entre margens abruptas, descrevendo meandros pronunciados.
O conjunto dos valores faunísticos, florísticos, geológicos, paisagísticos, arquitectónicos, etnográficos e de recursos naturais justificam desde há muito a criação de uma áres protegida.
Ao longo do seu curso há troços em que a qualidade da água não apresenta alterações significativas, sendo considerado um dos rios menos poluídos da Europa. Num país em que os rios se encontram na sua maioria poluídos, o Paiva apresenta-se como uma excepção á regra, com um caudal límpido.
No tocante ás aves, mamíferos, répteis e anfíbios as espécies inventariadas pela sua diversidade e raridade demonstram que estamos em presença de um dos últimos redutos da vida selvagem. No maciço Gralheira - Montemuro, em zonas de maior isolamento e onde o coberto vegetal se encontra menos degradado, encontra refúgio o lobo, ainda que em número muito reduzido.
Quanto á flora estão recenseadas em toda a bacia, espécies com assinalado interesse, pela sua raridade ou distribuição bastante restrita. (...)